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domingo, 22 de novembro de 2009

Preconceitos


O Homem, ser, animal racional, é dotado de consciência e pensa por si só. Forma suas opiniões e consegue antever coisas cotidianas em sua vida e existência. Essa antevisão lhe proporciona uma chance de obter experiência, conhecimento, conceito e razão sobre as coisas do mundo e do meio em que vive. Mas às vezes, essa ideia antecipada, essa espécie de sentido, antecede a verdadeira essência do que se conhece, do que se vê, tornando-a não dona de seus verdadeiros significados, mas sim, o quê queremos que seja. A essa ideia, esse conceito antecipado, sem conhecimento prévio ou atual, dessa coisa, objeto, pessoa, chamamos de preconceito.
O preconceito constitui uma forma de pré-avaliação, de algo, que não conhecemos ou ignoramos. Talvez, o preconceito mais forte, em sua forma, ocorra entre nós, seres humanos.
Vivemos em um mundo, que possui diversas classificações quanto a formação de diversos grupos, que por sua vez, formam a sociedade em que vivemos. Se analisarmos esse exemplo, desde o surgimento do homem, ou até de seus antepassados, podemos avaliar que o preconceito iniciou-se como uma forma de proteger nossos ideais, nosso povo, nossa cultura e costumes.

No mundo atual, essa luta, perdeu um pouco seu foco, e hoje em dia, o preconceito pode até ser aplicado, como forma de intolerância. Vemos constantemente, através dos meios de comunicação, ou através de outras pessoas, acontecimentos catastróficos ou não, surgirem devido a esse errôneo sentimento. São inúmeras as formas de preconceito, e esse número aumenta, conforme o ser humano tem a (in) consciência que se de deve pensar apenas em si próprio. Diante deste trágico quadro, podemos destacar os principais preconceitos:
Preconceito Racial (etnia) – talvez o mais cruel e sangrento de todos. Estende-se pelas diferenças entre as raças, mas as que mais sofrem com esse preconceito são os negros. Esse preconceito pode acontecer com um individuo que está fora do seu território de origem, ou por apenas destonar do tom de pele de outros indivíduos.
Preconceito Econômico – por todo o globo, imperam diversas ideologias, e entre elas, o capitalismo. Se por um lado, essa mesma ideologia trás benefícios aos diversos setores (industrial, financeiro, social, capital), por outro lado, segrega uma divisão de valores, que peneira a sociedade, onde quem possui menos é excluído ou até mesmo exonerado da sociedade.
Preconceito Religioso – O homem apoia-se em crenças e entidades superiores, na tentativa de encontrar uma explicação para a vida e a morte. Essas ideias, damos o nome de religião, que, dependendo da sua origem, seu “modus operandi”, sofre discriminação e preconceito por parte de outras religiões. Esse tipo de preconceito, essa guerra de ideias podem gerar conflitos gravíssimos, como o que sempre temos conhecimento, ocorre no Oriente Médio.
Preconceito Sexual – Se temos o homem, sexo masculino, como ser máximo da criação, independente de sua fonte de origem, os demais sexos, por assim dizer, sofre preconceito por não seguir essa regra de ser correto e seguir o que realmente é. Se considerarmos a Revolução Feminina, como uma forma da mulher de se libertar da sombra dos homens. É sábio dizer que elas, optaram em fazer essa revolução, por sofrerem preconceito, por parte dos homens. Atualmente, com o que podemos considerar “libertação sexual”, os homossexuais e outras vertentes, sofrem com esse mesmo tipo de preconceito, por não aceitarem suas verdadeiras origens. Vale lembrar, contudo, que alguns indivíduos pertencentes a esse grupo, não optaram pelo homossexualismo por pura opção, e sim, nasceram com esses genes.
Preconceito Social – Na verdade, esse tipo de preconceito, abrange vários fatores, e são acompanhados de outros, que parecem julgar alguém na sociedade. Essa descriminação, pode ser sortida, variando desde o modo de se vestir, penteado, falar, andar, de se comunicar, de se expressar... É um preconceito, que pode até mesmo invalidar as principais qualidades de um individuo.
Há ainda, muitas outras formas de preconceito, portanto, diante desse grave quadro, devemos lembrar de que, nós, seres humanos, devemos usar nossas capacidades mentais e sapientes, para aplicar o mesmo bem que queremos para nós, para nossos semelhantes. É claro que por esse mesmo motivo, a capacidade de pensar por si próprio, impeça o homem de sanar o problema do preconceito, Talvez, só tempo será capaz de apagar essa “mancha” em nossos sentimentos. Se isso ocorrer, a humanidade estará unificada, como uma única consciência, fazendo com que o preconceito deixe de existir.